Às zero horas do dia 24 de dezembro de 2020, teremos Júpiter e Saturno conjuntos, precisamente no grau zero e alguns minutos do signo de aquário. A mesma conjunção que muitos acreditam ter sido o brilho da Estrela de Belém que também ocorreu no ano 7 a.c. e que anunciou o princípio de uma Nova Era com o nascimento de Jesus.

A Astrologia é comprovada pelo passado, pela constatação e comparação do céu com a realidade na terra. É com base nessa milenar base de dados que os astrólogos projetam os acontecimentos futuros. Não se trata de adivinhação, mas sim probabilidades de ocorrência de eventos similares aos do passado. O sistema planetário é extremamente preciso e infalível na sua movimentação, é por isso muito fácil determinar a localização dos planetas e os ângulos que farão entre si. Tudo se repete ao longo de milhares de anos num ciclo infindável.

O Universo é uno, qualquer evento que aconteça num determinado ponto irá influenciar todo resto. Estando sempre em constante mutação, podemos deduzir que as configurações astrológicas também têm um impacto diferente de acordo com a época em que acontecem, apesar de arrastarem consigo as mesmas energias que sempre tentam levar a humanidade a um estágio superior de evolução.

O momento que atravessamos já está a ser referenciado há vários anos pelos astrólogos em todo o Mundo. Há na verdade, uma chamada de atenção extra, pois os elementos astrológicos agora envolvidos, estiveram da mesma forma presentes noutros momentos da história, tais como por exemplo; Queda do império Romano, as Guerras Napoleónicas; 1ª e 2ª guerras mundiais; gripe espanhola; queda do muro de Berlim; SIDA; queda das torres gémeas. Todos eles momentos que redirecionaram o nosso ciclo evolutivo. Cada momento com as suas especificidades astrológicas, mas sempre presente a mesma energia que transcende a vontade humana que leva à evolução, talvez mais pelo sofrimento do que pela consciência. Tem sido o resultado, o pós-evento, que obriga à mudança de comportamento e promove as grandes mudanças, desta vez não foge à regra como podemos constatar.

Teremos certamente mais alguns meses de contenção, veremos ainda ao longo deste ano, Saturno, Júpiter e Plutão em movimentos retrógrados ainda em capricórnio, ao jeito de “carro vassoura”, que irão resultar em novas conjunções. Conjunção Júpiter/Plutão no início de julho e início de novembro, dois ciclos que podem trazer algum ressurgimento tanto da pandemia como de outros fenómenos naturais.

No final do ano Júpiter e Saturno deixam o senhor das trevas (Plutão) para trás em capricórnio, onde ele continuará a sua tarefa relacionada com as suas principais vocações, o Poder e o Desejo, trazendo à luz tudo o que já não serve e lançando as sementes para o novo.

Estamos a viver um ano em tudo diferente de qualquer ano que a humanidade já mais viveu. O Natal também será diferente, um Natal onde vai renascer o espírito vivido há 2020 anos atrás, com o anúncio do nascimento de Jesus que deu início à era de peixes. Depois de Jesus a terra nunca mais foi a mesma, depois do próximo Natal a terra não voltará a ser a mesma. Passos vividos em épocas diferentes, mas com o mesmo propósito e que nos levam rumo a uma nova era, uma nova etapa evolutiva.

Curioso, mas astrológicamente significativo é vermos Saturno e Júpiter conjuntos no dia 24 de dezembro de 2020 às 0h 00m do precisamente no grau 0º 44’ e 0º 59’ respetivamente. A mudança de signo de um planeta é sempre algo que tem impacto, significa uma mudança de ambiente, de área de ajuste, de consciência ou renovação.

Dois planetas que só se juntam de vinte em vinte anos e que desta vez o fazem “a pés juntos” ingressando ao mesmo tempo num signo de Ar, o signo de Aquário. Ao longo dos últimos 150 anos esta impactante conjunção tem acontecido sempre no elemento terra, colocando ênfase na questão financeira e material como o centro de tudo. Dá-se início a um novo ciclo de cerca de 200 anos de conjunções destes planetas no elemento ar.  Os dois aparentemente antagónicos na sua energia, mas que se completam na função de disciplinar, responsabilizar, contemporizar e ao mesmo tempo expandir, trazendo mais consciência e conhecimento. Geram uma espécie de equilíbrio entre a expansão e contenção, a contenção em determinadas áreas que pode gerar expansão noutras.

Nos próximos anos são esperadas grandes alterações ao nível das ideias e da organização das sociedades onde emergirão obrigatoriamente valores de solidariedade, generosidade entre as pessoas, os governantes e os povos. O surgimento de novas tecnologias e a consolidação de outras, teremos a ciência e a tecnologia como suporte da reestruturação social, influenciando todas as áreas, deste a produção, comunicação, transportes etc. A economia atual que está a bater no fundo, provando que já não serve, dará lugar a novas formas, nomeadamente pela implementação de novos meios de pagamento e moedas que deixarão de sustentar o seu valor pelas leis do mercado e dos governos, trazendo equilíbrio económico e justiça à sociedade, veremos o valor do dinheiro e os valores em geral em completa reestruturação. Úrano em Touro também trabalhará em conjunto com esta passagem de saturno e júpiter por aquário, enfatizando todo o progresso tecnológico que terá uma evolução nunca antes vista.

Tudo isto levará o seu tempo, haverá muita resistência, dor e sofrimento, principalmente para quem resistir e não se deixar levar pelos ventos da mudança, aceitando o que a vida lhe traz como sinal do que há a fazer.

Não podemos esperar que os próximos anos sejam fáceis, este é um processo geracional de renascimento, e para renascer é preciso primeiro morrer. Vamos assistir primeiro à morte das velhas ideologias, das filosofias gastas, das políticas do ego, etc para depois renascermos. Outras gerações passaram por momentos similares, sofreram para nós hoje estarmos aqui. Este não é um processo para se resolver em si próprio, num ano, dez ou cem, ele faz parte de algo maior, algo que tem a ver com a humanidade, com o Universo. Possivelmente, um dia voltaremos para fazer parte do mesmo processo, mas noutro estado mais evoluído.

A consciência mais abrangente, mais profunda, com uma compressão sobre o que agora vivemos, é sem dúvida a melhor forma de encarar estes momentos de recolhimento e de enorme oportunidade de expansão da nossa consciência.

Votos de plena saúde.

Carlos Dionísio

5-4-2020